Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

DUALIDADE DE UM ANJO

DUALIDADE DE UM ANJO

Anjo perdido que vaga na escuridão
Vem sou teu amigo
Veja a luz que dou na tua mão
Olhe para ela agora
Solta tuas correntes, quebre as amarras
Liberta tua alma
Vislumbra esta luz
Pois nela está a tua aurora
Que busca inconsciente
Nos teus sonhos, tua mente
Por isso vagas perdido
Pelo mundo sem a abrigo

Anjo perdido que vagas na escuridão
Vem sou teu amigo
Da tua mão então
Entrega o que bom nela existe
Será outra pessoa, renascerá
Encontrará razão para viver
Não vai estar mais perdido
Você verá que há verdade
Pois andará sempre comigo
Anjo sou teu amigo

By Eärwen Tulcakelumë

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Um nome...




Um nome já te dei
que escrevo
na delicada teia dos meus dias:
Inês, a imaginária e a real.

Quem diria que um dia
perfumarias com os teus sorrisos
a minha solidão de pedra;
com a tua chegada
abriram-se os portais do templo
e as aves, enfim libertas,
rumaram às estrelas;
e os rios que trouxeste nas mãos
confluíram no meu corpo
sem se conterem nas margens.

“Amar é palavra que já não chega”
escreveste-me. Reli-te espantado
até à percepção do seu alcance
e percebi a oração votiva
o sobressalto
o tempo rasante das mudanças.

Tu, tão real
que imaginária te concebo.
*
efeneto
*

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Construí um poema para ti

No silêncio, digo o que sinto,
As palavras flutuam em mantos de néctar,
Sabores doces que dão alegria à minha existência,
Pigmentos que se desprendem dos meus olhos…
Sempre que me lembro de ti.
Na felicidade dos momentos ao teu lado,
Partilho sonhos além do sonho…
Encontro o sol no brilho do teu olhar,
Que ilumina toda a minha vida.
Pronuncio o teu nome sem parar…
E letra a letra sinto tudo o que há em ti,
Ninfa, deusa, rainha que me conquista
És o amor da minha vida,
Que clamo e quero amar.
Nos meus poemas,
Liberto, com humildade, tudo o que sinto…
Rasgo pedaços do tempo,
Já não há distância, nem barreiras,
Para estar ao pé de ti.
Fecho os olhos, sinto o toque da tua pele,
Navego nas ondas do prazer,
Entre correntes de desejo…
Neste mar de paixão, que nasce em nós.
Liberto sentimentos que me correm nas veias,
Nesta magia pura que me embriaga…
Filamentos de mel que matam a minha sede,
Do teu amor que corre em mim.
Beijo a tua boca, perco-me no teu corpo,
Na alquimia do sentimento que nos invade,
O tempo pára quando fazemos amor,
As horas congelam e o mundo pára de girar,
Nada importa … ficamos apenas nós dois.
Escrevo e digo-o ao vento
Amo-te, para sempre…

Fotografia - Marcio Farias (tema - Freiheit)

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Sentimento...

O sentimento não se explica quando dois olhares permanecem unidos pelo tempo...mas separados na vida.


O Sena / Paris 2008


A minha alma vê-se na tua…
É muito mais que o real,
Um segundo de entrega total
Como os passos na calçada da rua.

A minha esperança é o teu sentir…
Os dois passeiam na luz
Com o choro e o rir,
Num instante sem tempo.

Os anjos escutam tolerantes
Aqueles que não têm asas,
As pessoas rezam incessantes
As nossas vidas passadas.

A tua alma vê-se na minha…
Silenciosa,
Nua
De segredos a dois.



manuela

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008







Hoje acordei em tristeza
Caminhei lenta na minha singeleza
Levantei meus olhos à procura do teu olhar
Esqueci a vida, para num momento poder amar.
Sabes que luto em busca do amor
Que quero viver um momento de louco fulgor
De partir para poder ter um sonho talvez perdido
Mas ser enfim...
O espelho de um momento vivido.


Garça Real



Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Essa Neblina...

Essa neblina que trespassa o meu coração…
Consome a minha alma…
Invade o meu corpo…
Destrói a minha paz…
Não me deixa ser feliz!
Essa Neblina…
…transformou-se em melancolia!
Não sei se estes meus lábios…
…um dia vão voltar a sorrir!
Ou se as fechaduras do meu coração…
…voltarão a se abrir!
Tão pouco se o meu pensamento…
…deixará de estar preso a ti!
Mas…
De uma coisa tenho certeza…
Posso ser indiferente aos olhos alheios…
…mas nunca o serei no meu coração!
VeRinHaaaaa

Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Nada

hoje não me apetece escrever,
e mesmo não dizendo nada estou a
dizer. baralho minha mente, tento não

pensar em nada, mas lá vem,
sempre a palavrinha, a frase,
as imagens que se transformam em ditos que
não

quero dizer.

Sábado, 31 de Maio de 2008

A MARCA

A MARCA

Estamos em outras eras
Em outros corpos, outros mundos
O presente e o passado
Mas estamos tão ligados
Que difícil é separar
O que foi do que hoje é
Os olhos da alma demonstram
Que o tempo não apagou
O amor que outrora havia
Apenas amenizou
A paixão que hoje não cabia

O deserto, as caravanas
Tantos séculos a passar
Nos trazem a esperança
De podermos melhorar,
Evoluir , trabalhar
Muitos séculos, muitas vidas
Muitas encarnações a passar
Porém o amor sincero, real
É forte e resistir ao tempo irá

E com certeza vamos nos reencontrar
Pois em nós existe a marca
Que nenhuma encarnação apagou
Em nós existe a marca
Da magia que nos uniu
Que fogo que nos juntou
E selou nossa união

Separado hoje estamos
Pois escolhemos nós assim
Mas unidos pela alma estamos
E vamos assim até o fim.

By Eärwen Tulcakelumë


Ao Meu Anjo que me acompanha por tanto tempo, amor imortal para quem um dia vou retornar.Nossas Terras ainda estão dentro do meu coração. Com o meu eterno amor.


Eärwen

Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

Alquimia das palavras

Das letras surgem palavras,
Sereno mundo em que me deito,
Respiro perfumes no teu leito…
Em linhos de magia.
Estrelas cadentes que se acendem,
Velas que bailam em encantos,
Pedras fundidas num ouro que brilha,
Histórias de alquimia,
Beijos dos amantes.
Voam aves no horizonte laranja,
Quando o dia abraça a noite,
Ardentes sereias a cantar,
Barcos perdidos, segredos no mar,
Em telas de fundo azul.
Moldo o barro com encanto,
Mãos que transformam,
Constroem o mundo…
Foguetes que queimam o céu,
Cores majestosas acendem o prisma.
Criança que brinca,
Ao som da guitarra no fado.
Mel que escorre da flor que nasce,
Janela que abre para a vida,
Truques em fórmulas de encanto,
Dos sonhos e das conquistas.
Máscaras, rostos pintados,
Olhares e sinais distantes,
Amor imortal…
Ecoou a voz na catedral,
No reino da fantasia.
Roubo o tempo ao tempo,
Dedos que escorrem em ribeiros brandos,
Puros momentos de prazer,
Alambique que molda o sonho,
Fermento que lanço na seara despida,
E das palavras nasce assim a poesia.

Fotografia - Gonçalves (tema - L`autre masque)

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

O silêncio...

A meu pai...

Hoje e sempre, chove na minha alma...mas não é só uma chuva de lágrimas, é também uma chuva de lembranças...molha, é fria mas também é reparadora...


« …aqui as almas repousam no silêncio da palavra…as palavras pronunciadas só têm significado no silêncio em que mergulham…»


O silêncio

O silêncio perde-se na imensidão da tua ausência…

A tua ausência é silêncio…
O tempo já não é tempo mas
solidão da presença.

Perdi este tempo a procurar-te para além da razão…
Agora compreendo que não partiste,
és só ausência de presença.

Fazes parte de mim como faço parte de um todo…
O teu silêncio é o meu,
o nosso, o silêncio de todos.

Lamento em silêncio
o tempo passado
mas o lamento fica só
na solidão do presente.

O presente é a esperança do silêncio…
Ouço-o murmurar nas noites silenciosas,
fala comigo.

Um silêncio feito de penas
mas onde as lágrimas mergulham na palavra da lembrança.

O silêncio traz-me a tua presença…
A espera do gesto perde-se no teu olhar que me traz
todos os gestos de amor fechados no tempo.

O instante da memória
é bem mais que o tempo infinito
com todas as horas.

Não pertences a lado algum
a tempo algum.
Pertences à eternidade,
à intemporalidade.


manuela

Sábado, 10 de Maio de 2008



Os meus versos
São gotas do meu sangue ardente
Que abrasa e queima
São farrapos da minha alma quente
Que teima em viver!
São pedaços da minha carne
A palpitar e a sofrer!
Os meus versos
São feridas dolorosas
Que se abriram no meu ser,
Cicatrizes horrorosas
Que se rasgaram sem doer!
Os meus versos
São a minha vida!
Mas não morrerão quando eu morrer!

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

“Horizonte”


Busquei no horizonte
Uma forma de ser feliz…
Nada achei!
Busquei na meia-noite
Uma maneira suave de sonhar…
Mas…
Nada sonhei!
Busquei, então…
Onde a razão não pode alcançar…
Fui dentro de mim,
Bem profundo,
e sem querer…
Descobri-te!
Por entre letras mágicas,
Risos,
Lágrimas,
Palavras…
Encontrei-te!
…finalmente!
*
Butterfly
*

Domingo, 4 de Maio de 2008

DEDOS DE POETA

Dos dedos de um poeta,saem
palavras soltas...
Não vêem própriamente da mente
Mas dos dedos que carregam aquela caneta,
São palavras vagas... muito profundas
Carregadas de sentimentos que da boca não saem....
Mas com os dedos e o coração ele consegue
transmitir aquilo que sente, lá dentro...
Bem fundo dagente
SOL

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

prazer pequeno


que prazer não sentir
nada fazer, nem ver
que prazer apenas fica alí
nada fazer,
sentir apenas o lusco-fusco
sentir somente o suave algodão
a preguiça, o espreguiçar, o bocejar
a almofada, os lençóis
que prazer ficar deitado até tarde
mesmo com muito para fazer
ou até com pouco, mas
ficar, deixar-se estar.

Sábado, 26 de Abril de 2008

A VISÃO

A VISÃO

Como dizer ao tempo
Que ele tem que parar
Quero voltar em vida
Nas terras em que vivi

Como dizer ao tempo
Que ele não tem sentido algum
Se posso eu ter agora
O que outrora eu tinha

Como vencer esse Senhor
Que teima em me aprisionar
Neste corpo que hoje tenho
Se eu estou a te buscar

Como dizer a este Senhor
Que traz a ampulheta a girar
Que o amor é imortal, interminável
Dentro de nós reside desde há muito

O deserto, as piramedes, o lugar
A esfinge , os rituais, os deuses a desfilar
Osíris, Isis, Hóros, Rá
Anúbis sempre em guarda

Como enfrentar o Ceifador
Quando chegar afinal
Somente mostrando a ele
Que nosso amor é real

Vislumbro pela janela
Ele não se detém, mas não é o mal
A lágrima que escorre da face
Nos dará vida afinal

By Eärwen Tulcakleumë



Nada de macabro existe aqui, nem se olharmos bem a foto. Este é o nosso destino, a transformação, onde estaremos livre desse corpo, dessa forma, para sermos realmente reais, espíritos perfeitos feitos pelo Criador de Tudo, Deus.

Eärwen